As cinco maiores companhias europeias de aviação juntaram-se e pedem uma revolução

Air France, Easyjet, IAG, Lufthansa e Ryanair debateram nesta quinta-feira medidas para desenvolver o sector da aviação.

As cinco maiores companhias de aviação da Europa decidiram juntar-se para concertar posições sobre o futuro da indústria. Numa reunião que decorreu nesta quinta-feira, Air France KLM, Easyjet, IAG, Lufthansa e Ryanair elencaram as quatro medidas que vão propor à Comissão Europeia.

De acordo com um comunicado enviado às redacções, os presidentes executivos destas cinco transportadoras aéreas “querem um acordo para trabalharem em conjunto com vista a desenvolver uma nova estratégia de aviação na União Europeia que ajudará a criar mais emprego em toda a Europa, fortalecendo o sector e oferecendo preços mais acessíveis e mais escolha aos passageiros”.

A reunião desta quinta-feira ocorreu em resposta à consulta lançada por Bruxelas para criar uma nova estratégia para a indústria. “As cinco companhias acordaram numa visão para esta estratégia que irá revolucionar a aviação a par da liberalização do sector da aviação na Europa criado há uma geração, através da criação de um mercado de aviação interno”, referem.

De entre as quatro medidas elencadas pelos líderes destas empresas está o desenvolvimento de “um plano para uma estrutura regulatória simples e eficiente que irá fortalecer a competitividade entre as companhias aéreas europeias, garantir emprego e crescimento através da inovação, proteger os interesses dos consumidores e promover uma redução de custos mais eficiente”.

As cinco companhias de aviação propõem ainda uma redução de custos dos aeroportos europeus, defendendo que os passageiros devem receber o benefício das receitas comerciais que estas infra-estruturas geram e que as taxas de segurança devem ser “eficientes”.

Por outro lado, pedem “um espaço aéreo de confiança e eficiente”, bem como garantias de que “as greves dos controladores de tráfego aéreo não causem alterações aos passageiros europeus”. Querem ainda que a estratégia do Céu Único Europeu seja revista, passando a focar-se “na utilização de novas tecnologias para tornar as poupanças mais eficientes”.

E, por fim, entendem que a Europa deve “estimular mais a actividade económica e a empregabilidade com a criação de um ambiente regulamentar adequado, removendo taxas de passageiros e taxas ambientais desnecessárias”.

“As companhias aéreas europeias formam o mais competitivo sector da aviação com uma mistura diversificada de transportadoras que oferecem concorrência e opção de escolha aos consumidores. Esta é a primeira vez em que colocamos de lado a nossa competitividade para destacar a importância de uma nova estratégia de aviação europeia”, escrevem os cinco presidentes executivos.

Nesta declaração conjunta, Alexandre de Juniac (Air France KLM), Carolyn McCall (Easyjet), Michael O’Leary (Ryanair), Carsten Spohr (Lufthansa) e Willie Walsh (IAG, que junta a British Airways e a Iberia) defendem que a Europa “deverá incitar mais concorrência, encorajar uma maior eficiência e ajudar a reduzir custos noutros sectores da nossa indústria e reduzir a carga fiscal depositada nos passageiros”.

A partir de agora, estas cinco transportadoras aéreas, que no conjunto transportaram 420 milhões de passageiros em 2012, vão trabalhar em conjunto para verem as suas propostas aprovadas pela Comissão Europeia, tendo decidido explorar novas formas de representação das suas posições junto de Bruxelas.

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