Cenipa registra 142 ocorrências de balões em 2015

Qualquer cidadão pode notificar o avistamento de balões no site do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos

O último levantamento do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), divulgado nesta semana, registrou, até o momento, 142 avistamentos de balões não tripulados no céu relatados por passageiros de aeronaves em voo. Esse volume é similar ao mesmo período do ano passado (140). A comparação com os primeiros semestres de 2013 e 2012, quando foram relatadas 86 e 36 ocorrências, respectivamente, mostra como é preocupante o crescimento desse tipo de prática nos últimos anos.

Dados do Cenipa apontam que há maior número de ocorrências, principalmente, nas regiões do Sudeste do Brasil. Apesar das campanhas de conscientização, o Centro alerta para a necessidade de a população colaborar com a aviação brasileira, por meio de relatos de avistamentos de balões, contribuindo com o trabalho de pilotos e controladores de tráfego aéreo.

A soltura de balões não tripulados é considerada crime ambiental na legislação brasileira e também pelo Código Brasileiro Aeronáutico, pois expõe o avião ao risco. Outro fator que corrobora com a necessidade dos relatos é o fato de que os balões não são detectados por radares, já que sua massa é composta basicamente por gases.

Como é feito o registro da existência de balões?

A comunicação sobre a localização dos balões é, geralmente, feita pelos próprios pilotos, pelo controle de trafego aéreo ou pelos funcionários dos aeroportos. Mas também pode ser feita por qualquer cidadão. Clique aqui para registrar avistamento de balões.

A partir daí, há uma disseminação da informação para que o desvio seja realizado por todas as aeronaves. Ele deve ser feito com antecedência e de forma suave para que os passageiros não sintam a manobra evasiva. Mas esta ação pode aumentar o tempo do voo e desestabilizar a manobra que está em execução.

Além disso, o impacto do artefato com a aeronave pode causar danos à fuselagem (amassamentos), às turbinas e às hélices. A presença dos balões em áreas próximas a aeroportos pode provocar fechamento de pista, cancelamento e atrasos de voos.

Riscos para o aeroporto

Além do perigo para as aeronaves, os balões também oferecem risco aos aeroportos. De acordo com a Infraero, dentro dos aeródromos há grande quantidade de vapor de combustível, o que pode aumentar a probabilidade de um incêndio.

Para prevenir esse tipo de ocorrência, a empresa oferece aos seus funcionários cursos específicos de segurança operacional em caso de queda de balão. Outra iniciativa é a promoção de palestras em comunidades vizinhas a aeroportos com maior incidência de avistamento do artefato.

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